3 COISAS QUE PENSEI AO ASSISTIR JULIETA ***CONTÉM SPOILER***

PRECISA HAVER MORTE, PARA HAVER NASCIMENTO

O que fiquei pensando depois de assistir ao filme foi que nada aconteceu às personagens de maneira indolor. Tudo foi fruto de uma morte: precisou haver a morte, real ou simbólica, para que as situações se desenrolassem.

Não fosse a morte do suicida do trem, a relação entre Xoan e Julieta talvez não tivesse se iniciado; e se não fosse a morte da esposa de Xoan, talvez essa mesma relação não tivesse se consumado, com o nascimento de Antía.

Penso no que pode ter nascido com a morte de Xoan, fora a relação próxima e dependente de Antía e Julieta, mãe e filha, relação que precisou morrer para que Antía nascesse e fosse “em busca de si”.

E foi necessária essa morte simbólica, a partida de Antía, para que Julieta pudesse recuperar-se – renascer – da morte de Xoan.

Julieta finalmente conseguiu reconstruir a sua vida, aos trancos, mas a dor da ausência de Antía, guardada, veio à tona a partir do encontro casual entre Julieta e Bea, a amiga de infância da filha, levando Julieta mais uma vez ao abismo. A morte do filho de Antía foi o que possibilitou a reaproximação entre ela e a mãe, que buscava em vão a filha distante, sumida, morta.

Angústia é uma palavra adequada para definir o filme, que amplifica a dor de Julieta em sua busca. Ficamos, deste lado, apenas esperando a próxima tragédia acontecer, imersos na atmosfera dramática esquematizada pelo diretor.

Qual será a próxima morte, e o próximo nascimento? Então fiquei pensando se essa pode ser uma definição de melancolia, viver à espera de algo sem solução, para viver para remediar, e novamente esperar, num ciclo.

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Exs se reaproximam quando você se interessa por outra pessoa, diz estudo

Um grupo de cientistas da Universidade de Harvard concluiu nesta semana um estudo definitivo sobre a reaproximação de relacionamentos antigos (sim, o/a ex) na fase pós-luto. Você achava que era a Lei de Murphy, mas foi descoberto que existem substâncias químicas envolvidas naquele whatsapp misterioso, no telefonema pedindo um livro emprestado (ela nem gostava de ler!) ou naquele e-mail descompromissado – querendo apenas saber se está tudo bem.

Quem nunca viveu a seguinte situação: meses ou anos depois do fim de um relacionamento, você finalmente consegue começar a sair de casa, conhecer outras pessoas e até se interessa de fato por alguém. Tudo bem até aí, seu interesse está desperto, o interesse do novo alguém, idem, vocês começam a sair com mais frequência, o interesse cresce e…

O celular apita. E é o/a ex. A própria Fênix.

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