Exs se reaproximam quando você se interessa por outra pessoa, diz estudo

Um grupo de cientistas da Universidade de Harvard concluiu nesta semana um estudo definitivo sobre a reaproximação de relacionamentos antigos (sim, o/a ex) na fase pós-luto. Você achava que era a Lei de Murphy, mas foi descoberto que existem substâncias químicas envolvidas naquele whatsapp misterioso, no telefonema pedindo um livro emprestado (ela nem gostava de ler!) ou naquele e-mail descompromissado – querendo apenas saber se está tudo bem.

Quem nunca viveu a seguinte situação: meses ou anos depois do fim de um relacionamento, você finalmente consegue começar a sair de casa, conhecer outras pessoas e até se interessa de fato por alguém. Tudo bem até aí, seu interesse está desperto, o interesse do novo alguém, idem, vocês começam a sair com mais frequência, o interesse cresce e…

O celular apita. E é o/a ex. A própria Fênix.

Segundo os pesquisadores, a culpa é da comunicação entre células nervosas da pele que resistem grudadas no corpo do ex-parceiro ou ex-parceira. Trata-se de células que, devido ao contato corriqueiro e intenso, migraram de um corpo para outro. Esse tipo de ação celular é muito natural nos corpos expostos a contatos constantes, pois a pele se desfaz constantemente de células, ao mesmo tempo que se apropria de outras através de um processo semelhante à fagocitose. O processo só acontece com corpos expostos ao contato constante e prolongado, nunca a partir do contato breve e esparso, pois envolve fases de reconhecimento e aceitação.

Essas células nervosas são dotadas de memória, que é ativada a partir do estímulo de suas células-irmãs, ainda presas ao corpo do recém-apaixonado, o dono original. As células têm a capacidade de cruzar informações em distâncias quânticas, e, ao sentir o estímulo inconsciente da nova excitação, o ex resolve entrar em contato automaticamente e, para nós, aparentemente do nada.

Para chegar a esse resultado os especialistas fizeram testes químicos e analisaram dois grupos de voluntários: o grupo-teste era composto de 2 mil pessoas de diferentes sexos e orientações sexuais, solteiros entre um e cinco anos. Esse grupo foi encorajado a conhecer mais pessoas, sair, fazer esportes ao ar livre, cursos… enfim, foi incentivado a reconstruir a vida e descobrir novas paixões.

O grupo-controle, composto também de 2 mil pessoas nas mesmas condições, não foi incentivado a superar a história e descobrir novos prazeres, mas recebia constantemente mensagens com músicas românticas, Whitney Houston, Shania Twain, Simply Red, e tinha acesso livre e gratuito à sessão drama, e apenas à sessão drama, nas videolocadoras.

O resultado surpreendeu a comunidade científica: todos os integrantes do grupo-teste receberam mensagens dos ex em momentos muito bacanas de seus dias, enquanto que nenhum integrante do grupo-controle – NENHUM – recebeu qualquer tentativa de contato. Nem um whatsappzinho sequer, e-mail, telefonema… nem mesmo uma correspondência atrasada que chegou no endereço antigo por engano.

Obviamente, mais da metade dos voluntários do grupo-teste ficou em dúvida entre responder ou não ao chamado do ex. A pesquisa, então avançou: alguns voluntários responderam, deram corda, questionaram e colocaram em cheque toda a conjuntura e a relação atual, evocando o amor anterior. Estes logo caíram na fossa mais uma vez depois de um novo sumiço do ex ressurgido das cinzas. O tempo médio de retomada de contato frequente foi de duas semanas.

“O que acontece é que, ao serem excitadas no ex-parceiro, as células têm uma vida muito breve e logo se desintegram, como se explodissem”, esclarece Linda Simmons, Chefe do Departamento de Neurociência da Universidade. “O interesse acontece, de fato, mas logo é esquecido.”

Os cientistas confirmam, portanto, que não é por mal que os exs pulam do limbo (como em tudo na vida, há exceções) de volta para as nossas vidas. É um movimento involuntário e incontrolável.

Linda afirma que a principal razão que a levou a desenvolver o estudo foi provar a seus amigos que eles não devem dar muita importância aos chamados dos ex, a pedidos de desculpas ou intenções de reatar, se já conseguiam iniciar uma nova história: “estava cansada de ver amigos queridos sofrendo com esse tipo de situação – Susan precisava esquecer Bill de uma vez por todas; e já não aguentava mais consolar Ben todas as vezes que Gillian reaparecia para confundir sua cabeça”. Ao convocar a equipe de pesquisadores e de voluntários, todos foram unânimes em declarar o desejo de alertar os amigos – e a si mesmos – a não fazerem papel de bobos.

Além de alertar os amigos, os resultados da pesquisa podem ajudar na cura de pacientes com patologias nervosas em diversas fases do luto amoroso.

A recomendação final vem diretamente da neurocientista de Harvard: “Responda as mensagens, porque você certamente é uma pessoa educada, mas não acredite 100% nelas. Se estiver tudo bem com seu relacionamento atual, fique calmo, respire, não surte – são apenas sinais das suas velhas células nervosas, prestes a se desintegrar”.

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