The great case of Benjamin Gatsby

Recentemente, li “The curious case of Benjamin Button”, conto do F. Scott Fitzgerald publicado no livro Tales of the jazz era. O texto é uma beleza: o estranhamento dos leitores diante da ausência de questionamento dos personagens ao redor a respeito da situação de Benjamin traz uma aflição inexplicável misturando humor, melancolia e dúvida. Durante…

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O parágrafo um: Palmeiras selvagens

Alguns anos atrás, fiz um blog chamado “O parágrafo um”, em que eu copiava os primeiros parágrafos de romances. Comecei a fazer isso porque tive um professor na faculdade que nos repetia exaustivamente: “leiam o primeiro parágrafo. Releiam o primeiro parágrafo. Está tudo lá”. Desde então, sempre, ao começar um novo romance ou conto, leio…

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Tradução: O enterro prematuro

Edgar Allan Poe dispensa apresentações, mas sobre O enterro prematuro (The premature burial), conto de 1844, vale fazer algumas observações. Como o próprio título anuncia, o conto trata de enterros prematuros – da situação de pessoas serem, por engano, enterradas vivas. Logo nas primeiras linhas, depois de relembrar diversas tragédias coletivas que atraem a curiosidade…

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A flecha

Quando tive certeza de que você não voltaria, percebi que era a hora de retirar a flecha – anos atrás cravei uma flecha em meu tronco, na altura do umbigo, um pouco acima, do lado direito, e dei a ela o seu nome. Cravei-a exatamente no ponto que mais doía, tremia e formigava sempre que…

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Faintly falling – observações sobre “Os mortos”, de James Joyce

“Os mortos”, conto de James Joyce que faz parte do Dublinenses, nos conduz por um percurso excitante, alegre e cheio de expectativas que termina em um tom soturno de melancolia e escuridão. É bastante interessante observar os elementos selecionados pelo autor para atingir esse objetivo e entender, nesse contexto, a morte, inescapável, como o oposto…

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Forte poroso

Sei que pude entender o que era Salvador quando desavisada, turista, decidi sair do Mercado Modelo para caminhar até o Solar do Unhão, pois – Você precisa ver o pôr do sol daquele lugar, disseram. Também disseram para não fazer esse trajeto a pé, “de jeito nenhum”. E mesmo sendo cautelosa em todas as horas, naquela…

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“What we talk about when we talk about love”, Raymond Carver

Adoro diálogos. Mesmo os mais vagos. Ou principalmente eles, capazes de mostrar, além das próprias palavras, as características e reações dos personagens. Gosto de imaginar os percursos da interação e o que fez cada palavra ser dita de determinada maneira, em determinada ordem, e não em outra. Foi isso o que me atraiu imediatamente na…

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